terça-feira, 2 de setembro de 2008

GC existe? Quem inventou?

É possível gerir o conhecimento? Esta é a dúvida de muitos pesquisadores desta área.


A primeira dúvida, antes desta possibilidade, é saber quem é o "pai da criança". O pessoal da Administração alega que a Gestão do Conhecimento é daquela área; o mesmo acontece com o pessoal da Computação e da Biblioteconomia, que afirmam ter gerido esta área de pesquisa.

Na verdade, este tipo de discussão não tem sentido e não leva a nada. A própria área de Gestão do Conhecimento (GC) diz que a construção compartilhada, sem donos, é muito mais eficiente e eficaz.


Agora, voltando a questão principal, se é possível gerir o conhecimento. Acredito que o termo "Gestão do Conhecimento" é figurativo, objetivando o entendimento de um processo/programa estruturado que seja capaz que captar a informação gerada em uma organização, de maneira participativa e interativa (formal ou informal), e transforme-a em diferencial competitivo. Como o conhecimento é construido por pessoas, a GC consiste basicamente na união de duas áreas bem conhecidas: Gestão da Informação e Gestão de Pessoas.


Como disse Lavoisier: "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". E neste contexto, todas as áreas que tratam destes temas podem se considerar "pais da criança", visto que colaboraram com suas teorias para o nascimento da GC.


Mesmo que cada área considere a outra como apoio, é importante ter consciência que todas elas são imprescindíveis para a GC. E o entendimento de GC como um processo contínuo e estruturado, composto por diversas técnicas e ferramentas, visando proporcionar um desenvolvimento e crescimento organizacional por meio de construção, disseminação e compartilhamento de informações tácitas e explítitas.

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